É a mais conhecida cidade histórica de Minas,
tendo sido declarada "Monumento Nacional" em 12
de julho de 1933 e, mais recentemente, eleita "Patrimônio
Cultural da Humanidade" pela Unesco em 21 de abril
de 1981.
Datam da última década do séc. XVII
as primeiras notícias do povoamento da região
de Ouro Preto. Segundo os historiadores, o descobrimento
do "ouro preto"- pepitas revestidas de canga -
deve-se ao mulato Duarte Lopes, oriundo de Taubaté.
Com a notícia do mineral, foi grande o afluxo de
pessoas para a área, fundando alguns arraiais, como
os de Ouro Preto (Vila Rica) e Antônio Dias.
Em 1720, a Capitania das Minas Gerais desligou-se de São
Paulo, e Vila Rica tornou-se sua capital em 1721. Esta época
coincidiu com o apogeu da extração aurífera
em Minas Gerais.
Vila Rica foi onde ocorreu a primeira tentativa de independência,
com o movimento denominado Conjuração Mineira.
Foi elevada à categoria de cidade após a Independência,
sendo o seu nome trocado para Ouro Preto, referência
a pepitas de ouro paladiado, que tinham aspecto de grãos
escuros, encontrados em grande abundância no leito
do riacho do Tripuí, nos arredores da cidade. Manteve-se
como capital do Estado até 12 de dezembro de 1897,
quando a sede do governo foi transferida oficialmente para
a recém-construída Belo Horizonte.
A cidade, cuja fisionomia atual reflete com mais pureza
o passado colonial brasileiro, manteve a unidade de seu
aspecto arquitetônico devido em parte ao empobrecimento,
que não permitia novas construções,
e à vigilância do Serviço do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional.
Foi a segunda capital do Estado de Minas Gerais, após
Mariana.
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