O Parque foi criado em 8 de novembro de 1991 através
do decreto 4967-E e já no ano seguinte a UNESCO o
declarou como Patrimônio da Humanidade por fazer parte
da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Ganhou este
nome porque nele se encontra o rio Itaúnas, um rio
cuja bacia hidrográfica drena as águas de
oito municípios.
A História de Conceição
da Barra iniciou-se em 1537 quando uma forte tempestade
fez com que uma das naus portuguesas aportasse em um grande
rio chamado pelos índios Guaianás de Kiri-kerê,
o mesmo que dorminhoco. Esse nome foi dado devido à
quietude das águas do rio, hoje denominado Cricaré.
Em 1554, negros fugidos da Bahia e expedições
portuguesas se refugiaram no litoral, aumentando, assim,
o povoamento.
Os Jesuítas também estiveram
presentes em uma visita do Padre José de Anchieta,
datada de 1596; mudou-se o nome do Rio Cricaré para
São Mateus, passando a cidade a ser chamada de Barra
de São Mateus.
O nome da cidade surgiu de uma homenagem
que os nativos decidiram prestar a Nossa Senhora da Conceição,
padroeira do então povoado de Barra de São
Mateus. Em 19 de setembro de 1891, quando de sua emancipação,
a cidade passou a ser chamada de Conceição
da Barra. Nota-se hoje a preservação da história
local com o seu forte folclore convivendo com o progresso.
Uma de suas festas mais tradicionais é
o Ticumbí, um baile de Congo e festa guerreira, cuja
cultura é passada de geração em geração.
As dunas de Itaúnas foram se formando
por volta de 1930 devido ao desmatamento da restinga com
a exploração das madeiras e derrubadas das
árvores do norte do Estado.
No início dos anos 70, a movimentação
de areia juntamente com ventos fortes e constantes soterrou
a antiga Vila de Itaúnas. Possuía, no passado,
duas ruas e cerca de 300 casas, duas padarias, posto do
Correios e escola. Seus habitantes foram forçados
a se mudarem para a margem direita do Rio Itaúnas
e hoje vivem da pesca e do turismo.
O vento forte tem trazido ruínas
de algumas antigas construções como a torre
da velha Igreja de São Benedito vindo à tona
vestígios de antigas civilizações.
As dunas possuem 5 quilômetros no
sentido Norte-Sul e 1 quilômetro Leste-Oeste. Com
até 30 metros de altura, são a maior atração
turística da região.
Considerando o seu valor paisagístico,
histórico e arqueológico as dunas, a vila
de Itaúnas e parte do pântano, foram tombadas
pelo Conselho Estadual de Cultura, em 1986.
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