Uma tribo de índios Aimoré dominava a margem
direita do Peroaçu (mais tarde Paraguaçu),
no trecho em que este recebe as águas do Guaí.
Os índios chamavam o lugar de “Marag-gyp”
– rio dos Mosquitos – em razão do local
ser cercado por extensos manguezais, habitat natural desses
insetos, especialmente nas mudanças de maré.
Os primeiros exploradores chegaram em 1520, atraídos
pela riqueza das matas e a existência de um porto
para navios de pequeno e grande calado, que funcionava como
apoio à rota marítmo-fluvial com final em
Cachoeira.
O município nasceu de uma sesmaria
doada pelo segundo Governador Geral, Duarte da Costa, a
seu filho Álvaro da Costa. O local, na borda do lagamar,
foi escolhido para a fundação do povoado que
precisava se defender dos ataques indígenas. Com
a construção da Matriz de São Bartolomeu
em meados do século XVII, no topo de uma colina,
foi criado um novo centro urbano.
A cidade experimentou grande desenvolvimento
durante o século XIX, quando cresceu, na economia
baiana, a importância do fumo – antes utilizado
como produto de escambo para aquisição de
escravos na África. O início da industrialização
do fumo aconteceu em Maragogipe com a instalação
de duas grandes fábricas brasileiras de charutos:
a Suerdieck e a Danneman. A sede foi elevada a cidade em
1850, com o título de Patriótica Cidade de
Maragogipe, em razão de sua participação
nas lutas pela independência do Brasil.
Porto natural abrigado, a cidade está
exatamente no encontro do rio Paraguaçu com o rio
Guaí formando uma extensa região de lagamar,
cercada por cerca de 30 km de manguezais com 30 metros de
largura. Apresenta excelentes condições para
o turismo náutico contando, inclusive, com uma ponte
de atracação para embarcações
de grande calado.
Último reduto de saveiros no Recôncavo
Baiano, Maragogipe ainda abriga, no porto do Caijá,
dezenas de canoas e saveiros. Essas antigas embarcações
à vela eram muito utilizadas para o transporte das
mais diversas mercadorias no interior da Baía de
Todos os Santos, até recentemente, e ainda teimam
em sobreviver concorrendo com meios de transporte mais modernos.
Como outras cidades da região, Maragogipe traz uma
forte tradição religiosa católica,
também comprometida com o candomblé. Cidade
pacata que se transforma durante o mês de agosto quando
é celebrada a festa de seu santo padroeiro, São
Bartolomeu.
Clique
aqui e saiba mais sobre Maragogipe<<<<