Nascido naquele castelo, por volta de 1467, Pedrinho, o
Pedro Álvares Cabral, seria nomeado capitão-de-esquadra
pelo rei de Portugal em 1500 e, em sua primeira viagem,
descobriria o Brasil.
O feito histórico não foi
valorizado na época. Durante três décadas,
até começar de fato a colonização
do Brasil, Cabral foi tido como o descobridor de um trambolho:
o tal do Novo Mundo ficava longe, não tinha ouro
nem prata, muito menos especiarias, era habitado por um
bando de gente escura e pelada, que não falava língua
cristã. Está certo, havia lá muito
pau-brasil, que servia para tingir tecidos e valia um bom
dinheiro na Europa. Os portugueses só pensaram no
território quando viram que franceses e holandeses
há muito ciscavam na área.
Seu auge ocorreu lá por 1.940, por
conta do sucesso na produção de cacau. O sucesso
se foi, a exemplo do mar, que recuou 1.500m há um
século, deixando o farol no centro da cidade.
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