Os primeiros habitantes da região de Rio de Contas
foram escravos alforriados que se reuniram no Arraial dos
Creoulos. No início do séc. XVIII, com a chegada
de bandeirantes interessados em novas regiões de
exploração do ouro, um novo arraial (hoje
chamado de Mato Grosso) foi fundado, atraindo mais pessoas
para a região. Também nessa época chegaram
os padres jesuítas.
Em 1746, o arraial dos Creoulos passou
a chamar-se Vila Nova de Nossa Senhora do Livramento das
Minas do Rio de Contas, nome herdado da transferência
de uma vila vizinha que, devido a constantes enchentes,
sofria de uma epidemia da "febre de mau carater".
Rico em ouro de aluvião, o município
viveu na segunda metade do século XVIII uma época
de grande prosperidade econômica. As tradicionais
famílias importavam da Europa peças de uso
pessoal e de decoração e, numa celebração
à abundância, pó de ouro era lançado
nos Imperadores e Rainhas durante as procissões da
festa do Divino Espírito Santo. Também são
desta época os casarões em estilo colonial,
hoje tombados pelo patrimônio.
Toda esta prosperidade decaiu já
por volta de 1800 com a escassez do ouro, e agravou-se com
a descoberta de diamantes na Chapada Diamantina quatro décadas
depois. Grande parte da população de Rio de
Contas que havia fundado a cidade transferiu-se para Mucugê
em busca de novas riquezas. O artesanato passou a ser sua
principal atividade econômica.
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