Os primeiros a penetrar nas terras da Chapada Velha perceberam
de distante um monte com forma de chapéu, logo começaram
a chamar o Morro do Chapéu, este, sendo hoje o Morrão
que tem uma atitude de 1.293m acima do nível do mar,
e que é o ponto mais alto deste município.
As primeiras explorações
no território do município foram realizados
pelos Jesuítas, os Bandeirantes também passaram
por essa terra.
Lendárias são as notícias
das passagens de Muribeca o descobridor das minas de prata
e de Rogério Dias pelas terras de Morro do Chapéu.
Diversas historias afirmam que, em 1551, quando os Jesuítas
exploram as matas do Sincorá, por conseguinte as
cabeceiras do Paraguaçu, foi explorado o rio que
deram o nome de Riachão de Utinga e, dado ser zona
fertilíssima, fixaram alguns exploradores fazendo
plantações. Entretanto o principal e definitivo
fator do povoamento do município foi a concessão
de grande área de terra ao 6º Conde da Ponte
João Saldanha da Guerra de Mello e Torres, por Dom
Fernando José de Portugal, com a finalidade de promover
o povoamento, a partir daí foram fundadas as segundes
fazendas: Morro ( Conhecido hoje por Morro Velho, lugar
onde ouve a 1º missa ), Olho D’água, Canabravinha,
Tapera, Santo Antônio, São Rafael, Jaboticaba,
Morrinhos e Gurgulha.
Um dos colonos Manoel Ferreira dos Santos,dquiriu
terras 6º Conde da Ponte e, com seu filho Antônio,
José e Domingos e José Joaquim Cardoso, fundaram
a Fazenda Gameleira. Contudo o maior colonizador de então
Antônio Guedes de Brito que possuía 160 léguas
de terra, contadas de Morro de Chapéu até
as águas do rio das velhas.
Em 1724 conforme diz Luiz Santos Vilhena,
quando se iniciou a exploração de ouro na
freguesia de Jacobina, já se desenvolvia a criação
de gado no território do atual município.
Em 1795 chegou à Fazenda Morro o Missionário
Capuchinho Frei Clemente Adorno, aí iniciou a catequese.
Por iniciativa de Frei Clemente Adorno, foi edificada uma
capela na Fazenda Gameleira, pertencente a Antônio
Ferreira dos Santos, o qual contribuiu muito para a edificação
da capela de Nossa Senhora de Graça, doado um terreno
como patrimônio, onde hoje situa-se a Igreja Matriz.
Em 1823, a população aumentou devido os portugueses,
refugiados da perseguição dos nacionais, resultante
das lutas da independência do Brasil, os quais estabeleceram
fazendas de gados.
A capela acaba de construir em 1834, foi
elevado a freguesia por lei provincial n.º 67 de 1º
de Julho de 1838, sob o orago de Nossa Senhora da Graça,
desmembrada da freguesia de Santo Antônio de Jacobina,
sendo seu primeiro vigário o Padre Francisco Gomes
de Araújo. Naquela data, também, o povoado
passou a chamar Morro do Chapéu à categoria
de Vila e Município, formado pelas freguesia de Nossa
Senhora da Graça e de Mundo Novo. Pela lei estadual
n.º 751 de 08 de Agosto de 1909 a Vila Morro do Chapéu
foi elevada a categoria de Cidade.
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