O Município de União dos Palmares teve origem
em um povoado chamado Macacos, no século XVIII, à
margem esquerda do Rio Mundaú. As primeiras habitações
surgiram nas proximidades de um cruzeiro denominado "Cerca
Real dos Macacos".
O português Domingos de Pino construiu a primeira
capela do local, dedicada à Santa Maria Madalena.
A povoação passou a ter o nome da padroeira.
As fugas dos negros haviam começado já antes
do final do século XVI; mas, se tornaram mais freqüentes
e numerosas, durante a ocupação holandesa,
pelo conseqüente enfraquecimento do aparelho repressor
tradicional
No município se encontra a Serra da Barriga, a oeste
da sede do município, local onde reuniram-se os negros
para fazer resistência à escravidão.
Os escravos fugidos do cativeiro reuniam-se em aldeamentos
chamados Quilombos, assim no plural, porque eles foram muitos,
e não apenas o situado na Serra da Barriga, que vinha
a ser o mais importante, "a capital" dos Palmares,
abrigando cerca de trinta mil negros vindos de todos os
pontos da capitania.
Zona um tanto afastada do litoral, com terra fértil
onde predominavam palmeiras e era cercada por uma cerca
alta de pau-a-pique. Os negros viviam das culturas do milho,
mandioca, feijão e bananeiras. Possuindo apenas três
entradas, cada uma guarnecida por 200 guerreiros. Nestes
quilombos existiam armas e munições com as
quais foi organizada a república dos Palmares, abrigando,
por quase um século, o anseio de liberdade dos negros,
sob o comando do rei Ganga-Zumba, o deus da guerra.
Com sua morte, o seu substituto foi Zumbi, rei dos Palmares,
possuidor de grande poder espiritual, resistiu a várias
expedições militares.
Após três anos de luta, Zumbi foi morto no
dia 20 de novembro, data em que hoje se comemora o "Dia
Nacional da Consciência Negra". A extinção
da República dos Palmares deve-se a Domingos Jorge
Velho, que durante meses perseguiu os escravos, até
a batalha final, quando saiu vitorioso. Existe um fato que
até hoje deixa dúvidas: a História
afirma que na batalha final, quando o chefe dos quilombos,
Zumbi, se viu dominado, atirou-se de um despenhadeiro. Alguns
historiadores atestam que o mesmo foi preso e morto pelos
bandeirantes chefiados por Domingos Jorge Velho. O crescimento
do lugar provocou seu desmembramento no município
de Atalaia, a 13 de outubro de 1831, através do decreto
do Governo Geral. Em seguida, foi criada a Vila Nova Imperatriz
elevada à categoria de cidade pela lei 1.113, de
20 de agosto de 1889.
A denominação União surgiu no ano de
1890, e teve origem no fato da cidade ser o elo entre as
estradas de ferro de Alagoas e Pernambuco. Em 1944, ocorreu
a mudança definitiva para União dos Palmares,
homenagem aos Quilombos.
Símbolo da resistência negra, União
dos Palmares guarda uma das mais belas páginas da
História do Brasil. Foi neste município que
os negros construíram a república independente
do Quilombo dos Palmares, cujo objetivo era a libertação
do negro escravo. A serra da Barriga é o marco vivo
da resistência negra pela liberdade e é justamente
nesta serra que estás implantado o Parque Nacional
de Zumbi.
Os primeiros indícios de presença
humana datam de finais do Século XVI, quando os negros
fugitivos dos engenhos de açúcar dos actuais
estados de Alagoas e Pernambuco chegaram à Serra
da Barriga, onde instalaram a sede do Quilombo dos Palmares.
O Quilombo dos Palmares foi a primeira tentativa de vida
livre nas Américas, surgindo por volta de 1580, durando
até 1695, ano em que foi morto Zumbi, seu principal
líder, pelas forças comandadas pelo bandeirante
Domingos Jorge Velho.
Tinha uma extensão média
de 200 km², englobando terras da zona da mata dos actuais
Pernambuco e Alagoas. Inicialmente, quando sede do Quilombo,
a localidade chamava-se Cerca Real dos Macacos, provavelmente
em referência ao Riacho dos Macacos. Por volta de
1730, o português Domingos de Pino chegou à
região, onde construiu uma capela dedicada a Santa
Maria Madalena. Daí, o primeiro nome oficial do lugar:
Vila de Santa María. Já no Império,
quando da visita da Imperatriz Leopoldina, mudou-se o nome
para Imperatriz, em 1831, quando a vila ganha autonomia
administrativa; assim chamou-se até finais do Século
XIX. Ao ser inaugurada a estrada-de-ferro, em 1894, outra
vez mudou-se o nome da localidade, desta feita para União,
devido à união ferroviária entre Alagoas
a Pernambuco. Contudo, o nome definitivo da cidade só
veio a ser dado em 1944, quando passou a chamar-se União
dos Palmares, em homenagem ao Quilombo dos Palmares. Eu
nasci lá, Wagner Vieira to agora morando em Ituiutaba,MG.
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