República da Espada
Proclamação da República em 15 de
novembro de 1889.Em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro
da Fonseca decretou o fim do período imperial numa
quartelada quase sem força política e nenhum
apoio popular (golpe militar de Estado), e o início
de um período republicano ditatorial, destituindo
o último imperador brasileiro, D. Pedro II, que teve
de partir em exílio para a Europa, após 4
anos de ditadura com um caos e várias mortes de federalistas
, negros lutando por seus direitos, entre outros, iniciou-se
a era civil da República Velha, uma farsa democracial
que só serviu para atrasar o país, se no Império
já tinhamos PIB igual ao dos EUA , veio com a Proclamação
um grande atraso econômico e constitucional. O primeiro
ato dos militares republicanos foi o de aumentar o salário
de cada ministro em 10 vezes o valor do que cada membro
da família real recebia. Após a Primeira República,
esse atraso se agigantou, aumentando a dependência
externa. O Brasil de império independente, torna-se
uma República dependente de várias nações
por iniciativa própria e sem recursos para sustentar
a imensa onda de imigrantes europeus. O nome do país
mudou de Império do Brasil para Estados Unidos do
Brasil.
República do Café
Entre 1889 e 1930, o governo foi oficialmente uma democracia
constitucional e, a partir de 1894, a presidência
alternou entre os estados dominantes da época São
Paulo e Minas Gerais. Como os paulistas eram grandes produtores
de café, e os mineiros estavam voltados à
produção leiteira, a situação
política do período ficou conhecida como Política
do Café-com-Leite.
No século XIX o café começou a substituir
a cana-de-açúcar como o principal produto
de exportação. A riqueza trazida pelo café
deu fama internacional e prestígio ao Brasil, o que
atraiu muitos imigrantes, principalmente da Itália
e Alemanha. O país desenvolveu uma base industrial
e começou a se expandir para o interior do país.
A República Velha terminou quando um golpe de estado
implantou Getúlio Vargas, um civil, como presidente.
Os presidentes do período foram:
1889 - Governo temporário do marechal Manoel Deodoro
da Fonseca.
1891 - Eleito o marechal Deodoro da Fonseca. Seu vice é
o marechal Floriano Vieira Peixoto.
1894 - Prudente José de Morais e Barros.
1898 - Manuel Ferraz de Campos Sales.
1902 - Francisco de Paula Rodrigues Alves.
1906 - Afonso Augusto Moreira Pena (morreu durante o mandato).
1906 - Nilo Procópio Peçanha (vice de Afonso
Pena, assumiu em seu lugar).
1910 - marechal Hermes da Fonseca.
1914 - Venceslau Brás Pereira Gomes.
1918 - Francisco de Paula Rodrigues Alves (morreu antes
de assumir).
1918 - Delfim Moreira da Costa Ribeiro (vice de Francisco
Alves, assumiu em seu lugar).
1919 - Epitácio da Silva Pessoa.
1922 - Artur da Silva Bernardes.
1926 - Washington Luís Pereira de Sousa (deposto
pela revolução de 1930).
1930 - Junta de Governo: General Augusto Tasso Fragoso,
General João de Deus Mena Barreto, Almirante Isaías
de Noronha.
Era Vargas (1930-1945)
Getúlio Vargas.Em 1930, a Junta de Governo foi substituída
por Getúlio Dorneles Vargas, como Presidente do Governo
Provisório. Ele foi eleito presidente pela Assembléia
Constituinte.
Logo após a tomada do poder em novembro de 1930,
Getúlio Vargas nomeou interventores federais para
governar os estados. Para São Paulo foi nomeado o
tenentista João Alberto, fato que ficou atravessado
na garganta das elites políticas paulistas, desejosas
de recuperar o poder perdido. Ao se iniciar o ano de 1932,
crescem os reclamos dessa elite liderada pela FUP (Frente
Única Paulista).
Os paulistas, que mantinham um esquema de domínio
político durante a primeira república, tentam
articular um golpe em 1932 para depor Vargas. A justificativa
encontrada pelas oligarquias locais para buscar apoio do
povo é que o país precisava de uma Constituição
- pois desde 1930 Vargas dizia que "assumia provisoriamente"
a presidência e que o mais cedo possível entregaria
uma nova Constituição ao país, com
a subsequente realização de eleições
para presidente. Daí o nome de Revolução
Constitucionalista de 1932, deflagrada a 9 de julho. Os
paulistas foram apoiados provisoriamente pelo estado do
Mato Grosso, mas as tropas federais garantiram uma rápida
vitória para Vargas.
Em 1934, no entanto, o país ganha uma Constituição.
Getúlio Vargas é eleito presidente, tendo
três anos seguintes como governante constitucional.
Seguem-se anos conturbados, em que ocorre certa polarização
na política nacional. De um lado ganha força
a esquerda, representada principalmente pela Aliança
Nacional Libertadora (ANL) e pelo Partido Comunista Brasileiro
(PCB); de outro a direita, que ganha forma num movimento
de inspiração fascista chamado Integralismo.
Os mártires da Intentona Comunista de 1935 - (a partir
da esquerda) Major Misael Mendonça, Capitães
Armando de sousa e Mello e João Ribeiro Pinheiro,
Tenentes Danilo Paladini, Benedicto Lopes Bragança
e Geraldo de Oliveira.Uma articulação revolucionária
de esquerda é tentada em 1935, por parte de um setor
das forças armadas e de alguns indivíduos
ligados a URSS. O movimento fracassa, e é apelidado
jocosamente de Intentona Comunista. Um dos principais líderes
desse movimento foi o ex-tenente do exército Luís
Carlos Prestes, que fica preso e incomunicável por
10 anos. Sua mulher, a comunista e judia Olga Benário,
tem um destino pior: os agentes de Vargas a enviam para
a polícia política da Alemanha Nazista. Olga
acaba morrendo em um campo de concentração,
concluindo um dos episódios mais vexatórios
da política externa brasileira.
O escritor Graciliano Ramos também é preso
depois da Intentona Comunista, supostamente por praticar
atividades subversivas. Um retrato de seus dias na prisão
e da situação política instável
do país está gravado em seu livro Memórias
do Cárcere.
Graças ao clima de pânico provocado pela polarização
política (os integralistas tentam um putsch algum
tempo depois), Vargas articula uma situação
que lhe permite decretar um golpe de estado um ano antes
de novas eleições presidenciais. Em 10 de
novembro de 1937, Vargas anuncia o Estado Novo.
A justificativa primária do golpe é a existência
de um plano comunista para a tomada do poder, "apoiado
por Moscou" - é o chamado Plano Cohen. Posteriormente
descobriu-se que o plano foi uma armação dos
agentes de Vargas. O apoio da classe média garante
o sucesso do golpe, pois há algum tempo cresciam
os temores de que o comunismo poderia aterrissar no Brasil.
Vargas consegue prolongar seus anos de presidência
até 1945. É emblemático notar que uma
das figuras mais conhecidas de seu governo foi o chefe de
polícia Filinto Muller. A censura oprime a expressão
artística e científica: em 1939 é criado
o DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda. Além
da censura, o DIP atuava na propaganda pró-Vargas,
fazendo com que a imagem do presidente fosse exaltada ao
extremo.
Por essas características é que, iniciada
a Segunda Guerra Mundial, não se sabia se Getúlio
Vargas apoiaria o Eixo (com quem parecia ter mais afinidade)
ou os Aliados. A decisão foi econômica: com
a promessa dos EUA em ajudar na construção
de uma siderúgica - a CSN - e após ataques
submarinos a navios da marinha brasileira, atribuídos
a frota alemã, o Brasil entrou na guerra em 1942
ao lado dos Aliados, enviando a Força Expedicionária
Brasileira (FEB) à Europa, fornecendo borracha aos
aliados (com auxílio dos soldados da borracha) e
permitindo que o Nordeste brasileiro servisse de base a
navios dos Estados Unidos (ver 2º ciclo da borracha).
Ao término da guerra, fazia pouco sentido que Vargas
continuasse no poder. O fascismo fora derrotado, e os brasileiros
notaram isso. Getúlio Vargas é forçado
a renunciar em 29 de outubro de 1945 pelas forças
armadas, seguindo para seu estado natal, o Rio Grande do
Sul, e elegendo-se senador.