Presidente Dutra.
O período conhecido como República Nova ou
República de 46 inicia com a renúncia forçada
de Vargas, em outubro de 1945. O General Eurico Gaspar Dutra
foi o presidente eleito e empossado no ano seguinte. Em
1946 foi promulgada nova Constituição, mais
democrática que a anterior, restaurando direitos
individuais.
Getúlio Vargas
Em 1950, Getúlio Vargas foi mais uma vez eleito presidente,
desta vez pelo voto direto. Em seu segundo governo foi criada
a Petrobrás, fruto de tendências nacionalistas
que receberam suporte das camadas operárias, dos
intelectuais e do movimento estudantil. Porém, os
tempos não eram mais os mesmos, e Getúlio
não conseguiu conduzir tão bem o seu governo.
Pressionado por uma série de eventos, em 1954 Getúlio
Vargas comete suicídio dentro do Palácio do
Catete. Assumiu o vice-presidente, João Fernandes
Campos Café Filho.
Juscelino Kubitschek
Juscelino Kubitschek (JK), o presidente Bossa NovaEm 1955,
Juscelino Kubitschek foi eleito presidente e tomou posse
em janeiro de 1956, ainda que tenha enfrentado tentativas
de golpe. Seu governo caracterizou-se pelo chamado desenvolvimentismo,
doutrina que se detinha nos avanços técnico-industriais
como suposta evidência de um avanço geral do
país. O lema do desenvolvimentismo sob Juscelino
foi 50 anos em 5. Em 1960, Kubitschek inaugurou Brasília,
a nova capital do Brasil.
Jânio Quadros
Já em 1961, Jânio Quadros (eleito em 1960)
assumiu a presidência, mas renunciou em agosto do
mesmo ano. Jânio, um ex-professor paulista que pregava
a moralização do governo e era membro da UDN,
fez um governo contraditório: ao lado de medidas
esdrúxulas (como a proibição de biquínis
nas praias), o presidente condecorou o revolucionário
argentino Ernesto Che Guevara, para a supresa da UDN. Com
a condecoração, Jânio tentava uma aproximação
com o bloco socialista para fins estritamente econômicos,
mas assim não foi a interpretação da
direita no Brasil, que passou a alardear o pânico
com a "iminência" do comunismo.
Acredita-se atualmente que Jânio Quadros tentou promover
o auto-golpe, ou seja, renunciar para voltar com plenos
poderes, apostando que o congresso não aceitaria
a renúncia por causa do vice, ligado à esquerda
trabalhista. Mas, se for verdade, falhou, e o congresso
aceitou sua renúncia.
O vice-presidente João Goulart, conhecido como Jango,
assumiu após uma rápida crise política:
os militares não queriam aceitá-lo na presidência,
alegando o "perigo comunista". Além de
ex-ministro trabalhista, Goulart encontrava-se na China
quando da renúncia de Jânio Quadros (que, pela
teoria do auto-golpe, tentou aproveitar-se dessa viagem
de seu vice). Uma solução intermediária
é acertada e instala-se o parlamentarismo no Brasil.
Em 1963, entretanto, João Goulart recuperou a chefia
de governo com o plebiscito que aprovou a volta do presidencialismo.
Governa até 1964, com constantes problemas criados
pela oposição militar, em parte devido a seu
nacionalismo.