A origem do nome do Brasil deu lugar a várias hipóteses.
O filólogo brasileiro Adelino José da Silva
Azevedo, no seu livro publicado em 1967, postulou que se
trata de uma palavra de procedência celta, embora
suas origens mais remotas possam ser rastreadas até
os fenícios. Este povo manteve um intenso comércio
de um corante vermelho que se extraía de um mineral
cujos principais provedores eram os celtas, povo minerador
que explorava jazidas da Ibéria até a Irlanda.
Os gregos sucederam aos fenícios no comércio
deste produto, a que chamavam "kinnabar", e que
passou ao latim como "cinnabar", ao português
como "cinábrio" e ao espanhol como "cinabrio".
Como uma das características das línguas celtas
é a inversão de partículas, a "kinnabar"
chamaram "barkino", que daria lugar a "barcino",
adjetivo que se aplica a certos animais de pelo avermelhado
e que, com variantes, passou a designar a cor vermelha em
várias línguas de influência celta.
Na Idade Média, os artesãos começaram
a usar um corante vermelho extraído da madeira que
na Toscana chamou-se "verzino", em Veneza "berziy",
em Gênova "brazi", nome que logo foi usado
para designar também a madeira de onde era extraído,
que ficou conhecida na Espanha como "palo brasil"
ou "palo de Pernambuco", e em Portugal como "pau-brasil".
Na época colonial, entre os cronistas portugueses
como João de Barros, Frei Vicente do Salvador ou
Pero de Magalhães Gandavo, existe concordância
quanto à origem do nome Brasil. Nos registos dos
seus documentos só existe uma única versão
e esta é de que o nome Brasil deriva do pau da tinta,
conhecido como pau-brasil. Pero Magalhäes de Gandavo
(?-1579) na "História da prouincia Sãcta
Cruz que vulgarme[n]te chamamos Brasil" escreve que
depois que o pau da tinta começou a chegar ao reino
chamaram de Brasil à província de Santa Cruz
"Chamaram de Brasil por ser vermelho e ter semelhança
de brasa e daqui ficou esta terra com este nome de Brasil"[5].
Na época dos descobrimentos, era comum aos exploradores
guardar cuidadosamente o segredo de tudo quanto achavam
ou conquistavam, a fim de explorá-lo vantajosamente,
mas não tardou em se espalhar na Europa que haviam
descoberto uma certa "ilha Brasil" no meio do
atlântico, de onde extraiam o pau-brasil.
O gentílico "brasileiro" surgiu no século
XVI e se referia inicialmente apenas aos que comercializavam
pau-brasil[6]. Passou depois a ser usado informal e costumeiramente
para identificar os nascidos na colônia e diferenciá-los
dos vindos de Portugal; entretanto foi só em 1824,
na primeira constituição brasileira[7], que
o gentílico "brasileiro" passou legalmente
a designar as pessoas naturais do Brasil.
Antes de ficar com a designação atual "Brasil"
as novas terras descobertas foram designadas de: Monte Pascoal
(quando os portugueses avistaram terras pela primeira vez),
Terra dos Papagaios (primeiros contatos, designação
mais popular), Ilha de Vera Cruz, Terras de Santa Cruz,
Nova Lusitania, Cabrália, etc.
O País foi Reino Unido a contar de 1816, fazendo
parte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, até
a independência, em 1822, quando passou a chamar-se
Império do Brasil. Os republicanos de 1889 eram fortemente
influenciados pelo exemplo norte-americano e pensaram em
dar ao País a bandeira dos Estados Unidos, sendo
que o navio que transportou para o exílio o imperador
deposto Pedro II ostentava uma bandeira inspirada na daquele
país, com a diferença básica sendo
a cor das listas, que eram verdes e amarelas; contudo, a
bandeira nacional acabou sendo distinta (é a atual,
com diferença apenas no número das estrelas,
que desde a constituição da Guanabara como
Estado foram aumentando em numero), mas o nome do País
se tornou Estados Unidos do Brasil.
Em 1967, com a primeira Constituição da ditadura
militar, o Brasil passou a chamar-se República Federativa
do Brasil, nome que conserva