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Invasão Holandesa


As causas

As invasões holandesas estão interligadas a aspectos vários, sendo que devemos salientar a disputa holandesa pelo açúcar e pelos conhecimentos que permitiriam quebrar a hegemonia luso - espanhola de produção e comercialização daquele produto, à Guerra dos Trinta Anos, à União Ibérica, à Restauração da Monarquia Portuguesa e à Companhia das Índias Ocidentais.

Os processos de conquista

Os holandeses, que durante o século XVI se tornaram detentores de uma poderosa tecnologia naval, aperceberam-se da vulnerabilidade das povoações portuguesas instaladas no Brasil, possuindo um especial interesse na região do Nordeste, devido à sua produção de açucar. Oscilando algum tempo entre Pernambuco ou S. Salvador da Bahia, decidiram primeiramente atacar e conquistar a segunda povoação, tendo o primeiro ataque holandês à costa brasileira ocorrido em 1624, na região baiana. A esta chegaram 1700 homens sob o comando do almirante Jacob Willekens. Apesar dos alertas emitidos da Península Ibérica e das tentativas de Diogo Mendonça Furtado, Governador - Geral do Brasil, para defesa da costa brasileira, os invasores desembarcam a 10 de Maio de 1624 e, para sua grande surpresa e contentamento, quase não encontraram resistência.

Os poucos disparos de canhão das tropas holandesas conseguiram destruir os navios lusos ancorados no porto da cidade e dispersar, devido ao pânico, os defensores de S. Salvador. O governador ainda tentou entrincheirar-se no Palácio, o que acabou sendo uma manobra inútil, pois tanto ele como o seu filho e alguns dos seus oficiais foram aprisionados pelas tropas invasoras e enviados para os Países Baixos.

Começava o primeiro perído de presença neerlandesa naquele território. Num primeiro momento existiu um claro interesse pela zona urbana. Contudo, posteriormente à tomada da cidade e do seu saque, os holandeses decidiram investigar a região da Bahia e seu entorno. Contudo, apenas conseguiram ocupar São Salvador da Bahia, porque sempre que se aventuravam no desconhecido, eram atacados por portugueses numa manobra quase de guerrilha.

Mais tarde, a união ibérica, que reunia as coroas espanhola e portuguesa, decidiu reagir a esta conquista efectuada dentro de um território comum, formando uma esquadra que rumaria ao Brasil para reconquistar o território ocupado. Os holandeses ficariam retidos dentro dos limites da cidade de S. Salvador. Em 1625 enfrentariam as tropas organizadas com o intuito de expulsá-los da cidade. A esquadra era comandada por Dom Fradique de Toledo Osório, que acabaria bem sucedido em seus intentos. Após duros combates, os invasores retiraram-se no 1º de Maio. Contudo, tal não seria o fim dos planos que os Países Baixos possuiam para o Brasil.

A derrota infligida em 1625 serviu apenas para que os Paises Baixos ponderassem melhor as atitudes a tomar face aos propósitos que possuiam, refinando assim os seus planos. Em Fevereiro de 1630 uma esquadra com 64 navios e 3800 homens conquistará a zona de Pernambuco, passando a dominar as cidades de Recife e Olinda. Sem possuir treino militar, a população opta por não resistir, e os invasores enviam mais 6000 homens para a região, de forma a garantir a posse da mesma. Fortificaram as cidades conquistadas e deslocaram para as mesmas homens e armamento suficientes para mantê-las sob o seu poder, combatendo a guerrilha que se organizava contra a sua presença em terras brasileiras. Incendiavam e saqueavam os engenhos dos que se rebelavam e prometiam paz e prosperidade aos que lhes vendessem o açucar produzido. Aliaram-se aos índios e firmavam alianças com os mesmos, para melhor dominarem a zona.

Contudo, a conquista e manutenção do território não foi fácil. No Brasil os holandeses depararam-se com uma melhor organização das actividades de guerrilha, sediadas especialmente no Arraial do Bom Jesus, lugar a meia distância entre Olinda e Recife. À frente dessas investidas encontrava-se Matias de Albuquerque. Num período inicial a resistência conseguiu, em alguns momentos, manter os holandeses isolados no litoral, impedindo assim uma real tomada de posse do interior pernambucano. Porém, a partir de 1634, graças à "traição" de Domingos Fernandes Calabar e à habilidade do coronel Crestofle Arciszewski, os neerlandeses conseguem a derrota deste movimento de guerrilha, conquistando o Arraial Velho do Bom Jesus e iniciando um processo de estabilização da região.

O Governo de Maurício de Nassau

A Região sob o poder holandês, em 1637, compreendia os atuais Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Pernambuco, estendendo-se até ao Rio São Francisco. No período de 1637 até 1644, época em que o conde Maurício de Nassau governou a região, diversas e importantes implementações político-administrativas ocorreram no Brasil.

O conde alemão João Maurício de Nassau-Siegen chegou à cidade do Recife em 1637 a serviço do governo Holandês e da Companhia das Índias Ocidentais, trazendo na sua comitiva o médico Willem Piso, o geógrafo e cartógrafo Georg Markgraf, os pintores Albert Eckhout e Frans Post, este um dos primeiros a mostrar em suas obras as paisagens e cenas da vida brasileira. Além deles, o escritor Gaspar Barleus que deixou relatório de sua passagem no Brasil intitulado História Natural do Brasil, com minucioso estudo científico da fauna e da flora, observações meteorológicas e astronômicas, realizadas com um antigo telescópio instalado sobre o antigo Palácio do Governador.

Nassau era calvinista, mas, ao que tudo indica, foi tolerante com católicos e com os chamados cristãos-novos, judeus que, às escondidas praticavam seus cultos. Estes, foram autorizados a, abertamente exercer suas práticas religiosas o que provocou uma grande emigração de judeus vindos da Países Baixos para o Brasil.

No governo de Nassau, muitos melhoramentos foram feitos nas áreas urbanas como saneamento básico, contrução de casas e o agrupamento das mesmas em vilas, contrução de ruas e alargamento de diversas outras, construção de dois importantes palácios, o das Torres ou de Frigurgo e o da Boa Vista, construção de pontes melhorando a locomoção das pessoas e o tráfego local.

Em 1644, o conde de Nassau retornou à Holanda. Após sua volta, o Nordeste assistiu sangrentos combates entre os luso-brasileiros e os batavos pela conquista da terra. O mais famoso destes foi a primeira Batalha de Guararapes (1648). Após 24 anos de domínio holandês estes foram expulsos na chamada Insurreição Pernambucana (ou Guerra de Restauração). O domínio Holandês no Brasil compreendeu o período de 1630 a 1654.

Antecedentes

O conflito iniciou-se no contexto da chamada Dinastia Filipina (União Ibérica, no Brasil), período entre 1580 e 1640, quando Portugal e suas colônias estiveram inscritos entre os domínios da Coroa da Espanha.

À época, os Países Baixos lutavam pela sua emancipação do domínio espanhol, vindo a ser proclamada, em 1581, a República das Províncias Unidas, com sede em Amsterdã, separando-se da Espanha.

Uma das medidas adotadas por Filipe II de Espanha em represália, foi a proibição do comércio espanhol (e português) com os seus portos, o que afetava diretamente o comércio do açúcar do Brasil, onde os neerlandeses eram tradicionais investidores na agro-manufatura açucareira e onde possuíam pesadas inversões de capital.

Diante dessa restrição, os neerlandeses voltaram-se para o comércio no Oceano Índico, vindo a constituir a Companhia das Índias Orientais (1602), que passava a ter o monopólio do comércio oriental, o que garantia a lucratividade da empresa.

O sucesso dessa experiência levou os neerlandeses à fundação da Companhia das Índias Ocidentais (1621), a quem os Estados Gerais (seu órgão político supremo) concederam o monopólio do tráfico e do comércio de escravos, por 24 anos, na América e na África. O maior objetivo da nova Companhia, entretanto, era retomar o comércio do açúcar produzido no Nordeste do Brasil.

 

A expedição de Van Noort

Foi nesse contexto que ocorreu a expedição do Almirante Olivier van Noort que, de passagem pela costa do Brasil, alguns autores apontam ter intentado uma invasão da baía de Guanabara.

A esquadra de Van Noort partiu de Rotterdam, nos Países Baixos, a 13 de setembro de 1598, integrada por quatro navios e 248 homens.

Padecendo de escorbuto, a frota pediu permissão para obter refrescos (suprimentos frescos) na baía de Guanabara, que lhe foram negados pelo governo da Capitania, de acordo com instruções recebidas da Metrópole. Uma tentativa de desembarque, foi repelida por indígenas e pela artilharia da Fortaleza de Santa Cruz da Barra, conforme ilustração à época.

Afirma-se que pilhagens e incêndios de cidades e embarcações foram praticadas pela expedição na costa do Chile, do Peru e das Filipinas. Na realidade sofreu grandes perdas em um ataque dos indígenas da Patagônia (atual Chile) e das forças espanholas no Peru. Alguns autores atribuem a Van Noort, nesta viagem, a descoberta da Antártida. A expedição retornou ao porto em 26 de agosto de 1601 com apenas uma embarcação, tripulada por 45 sobreviventes.

Periodização

Em linhas gerais, as invasões holandesas do Brasil podem ser recortadas em dois grandes períodos:

1624-1625 - Invasão de Salvador, na Bahia
1630-1654 - Invasão de Recife e Olinda, em Pernambuco
1630-1637 - Fase de resistência ao invasor
1637-1644 - Administração de Maurício de Nassau
1644-1654 - Insurreição pernambucana

A invasão de Salvador (1624-1625)

A invasão, inicialmente, teve caráter exclusivamente mercantil. Os navios da Companhia das Índias Ocidentais (WIC), em 1624, atacaram a Capital do Estado do Brasil, aprisionando o governador-geral Diogo de Mendonça Furtado (1621-1624). O governo da cidade de Salvador, passou a ser exercido pelo fidalgo holandês Johan Van Dorth. Durante o período em que Van Dorth esteve no poder, houve mudanças radicais na vida dos brasileiros e portugueses radicados na Bahia. Houve a libertação dos escravos, que passaram a ser tratados em pé de igualdade com os brancos e adaptação do povo aos costumes da República Holandesa.

Em 1625 a Espanha enviou, como reforço, uma esquadra de 52 navios, com quase 14.000 homens, a maior então enviada aos mares do Sul: a famosa Jornada dos Vassalos. Essa expedição derrotou e expulsou os invasores holandeses.

A invasão de Olinda e Recife (1630-1654)

O enorme gasto com a fracassada invasão às terras da Bahia foi recuperado quatro anos mais tarde, num audacioso ato de corso quando, no mar do Caribe, o Almirante Pieter Heyn, a serviço da W.I.C., interceptou e saqueou a frota espanhola que transportava o carregamento anual de prata extraída nas colônias americanas.

De posse desses recursos, os neerlandeses armaram nova expedição, desta vez contra um alvo menos defendido, mas também lucrativo, na região Nordeste do Brasil. O seu objetivo declarado era o de restaurar o comércio do açúcar com os Países Baixos, proibido pelos espanhóis. Investiram, desse modo, sobre a Capitania de Pernambuco, em 1630, conquistando Olinda e depois Recife.

O consulado nassoviano

Ver artigo principal: Maurício de Nassau.
Vencida a resistência portuguesa, com o auxílio de Calabar, a W.I.C. nomeou o Conde João Maurício de Nassau para administrar a conquista.

Homem culto e liberal, tolerante com a imigração de judeus e protestantes, trouxe consigo artistas e cientistas para estudar as potencialidades da terra. Preocupou-se com a recuperação da agro-manufatura do açúcar, prejudicada pelas lutas, concedendo créditos e vendendo em hasta pública os engenhos conquistados. Cuidou da questão do abastecimento e da mão-de-obra, da administração e promoveu ampla reforma urbanística no Recife (Cidade Maurícia). Concedeu liberdade religiosa, registrando-se a fundação, no Recife, da primeira sinagoga do continente americano.

A resistência

A resistência, liderada por Matias de Albuquerque, concentrou-se no Arraial do Bom Jesus, nos arredores de Recife. Através de táticas indígenas de combate (campanha de guerrilhas), confinou o invasor às fortalezas no perímetro urbano de Olinda e seu porto, Recife.

As chamadas "companhias de emboscada" eram pequenos grupos de dez a quarenta homens, com alta mobilidade, que atacavam de surpresa os neerlandeses e se retiravam em velocidade, reagrupando-se para novos combates.

Entretanto, com o tempo, alguns senhores de engenho de cana-de-açúcar aceitaram a administração holandesa por entenderem que uma injeção de capital e uma administração mais liberal auxiliariam o desenvolvimento dos seus negócios. O seu melhor representante foi Domingos Fernandes Calabar, considerado historiograficamente como um traidor ao apoiar as forças de ocupação e a administração neerlandesa.

Destacaram-se nesta fase de resistência luso-brasileira líderes militares como Martim Soares Moreno, Antônio Felipe Camarão, Henrique Dias e Francisco Rebelo (o Rebelinho).

A Insurreição Pernambucana

Ver artigo principal: Insurreição Pernambucana.
Também conhecida como Guerra da Luz Divina, foi o movimento que expulsou os Holandeses do Brasil, integrando forças lideradas pelos senhores de engenho André Vidal de Negreiros, João Fernandes Vieira, pelo afro-descendente Henrique Dias e pelo indígena Felipe Camarão.

A Restauração portuguesa em 1640 quebrou o domínio espanhol e a guerra de independência da Holanda prosseguiu. O Brasil se pronunciou em favor do Duque de Bragança (1640), assinando-se uma trégua de dez anos entre Portugal e a Holanda. Nassau foi substituído. A política holandesa de arrocho provocou a Insurreição Pernambucana de 1645 e os holandeses foram expulsos em 1654, após a segunda batalha dos Guararapes.

No Nordeste do Brasil, os engenhos de cana-de-açúcar viviam dificuldades num ano de pragas e seca, pressionados pela WIC, que sem considerar o testamento político de Nassau, passou a cobrar a liquidação das dívidas aos inadimplentes. Essa conjuntura levou à eclosão da Insurreição pernambucana, que culminou com a extinção do domínio neerlandês no Brasil.

Formalmente, a rendição foi assinada em 26 de Janeiro de 1654, na campina do Taborda, mas só provocou efeitos plenos, em 6 de Agosto de 1661, com a assinatura da paz de Haia, onde Portugal pagou à Holanda 4 milhões de cruzados, equivalente a 63 toneladas de ouro. A principal conseqüência da guerra do açúcar foi o declínio da economia canavieira brasileira pois os holandeses começaram a produzi-lo nas Antilhas. De acordo com as correntes historiográficas tradicionais em História do Brasil, o movimento assinala ainda o início do nacionalismo brasileiro, pois os brancos, africanos e indígenas fundiram seus interesses na luta pelo Brasil, e não por Portugal.

Conseqüências

Em conseqüência das invasões ao Nordeste do Brasil, o capital neerlandês passou a dominar todas as etapas da produção de açúcar, do plantio da cana-de-açúcar ao refino e distribuição. Com o controle do mercado fornecedor de escravos africanos, passou a investir na região das Antilhas. O açúcar produzido nessa região tinha um menor custo de produção devido, entre outros, à isenção de impostos sobre a mão-de-obra (tributada pela Coroa portuguesa) e ao menor custo de transporte. Sem capitais para investir, com dificuldades para aquisição de mão-de-obra e sem dominar o processo de refino e distribuição, o açúcar português não conseguiu concorrer no mercado internacional, mergulhando a economia do Brasil em crise que atravessaria a segunda metade do século XVII até à descoberta de ouro nas Minas Gerais.

Cronologia

1599 - alguns autores computam uma primeira invasão, considerando que a frota do Almirante Olivier van Noort forçou a barra da baía da Guanabara, na Capitania do Rio de Janeiro, com intenções bélicas. Essa visão é incorreta, uma vez que aquele almirante, em trânsito para o Oriente (Índia, Ceilão e Molucas), apenas solicitou refrescos (suprimentos frescos) de vez que a sua tripulação se encontrava atacada por escorbuto. Diante da negativa, premidos pela necessidade, registrou-se uma escaramuça (5 de fevereiro), na qual os neerlandeses foram repelidos, indo obter suprimentos um pouco mais ao sul, na Ilha Grande, então desabitada.
1609 - Holanda e Espanha assinam uma trégua de 10 anos. Durante esse período intensifica-se o comércio de açúcar na Europa, principalmente a partir de Amesterdã, um dos maiores centros de refino.
1621 - Com o encerramento da trégua, empreendedores neerlandeses fundam a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (WIC), que iniciará a chamada Guerra do Açúcar ou Guerra Brasílica (1624-54).
1624 - uma força de assalto da WIC, transportada por 26 navios sob o comando do Almirante Jacob Willekens, conquista a capital do Estado do Brasil, a cidade do São Salvador, na Capitania da Bahia.O Governador-Geral é detido e levado para a Holanda. O governo da cidade passa para as mãos do fidalgo holandês Johan Van Dorth. A resistência portuguesa se reorganiza a partir do Arraial do Rio Vermelho, contendo os invasores no perímetro urbano de Salvador.
1625 - A Coroa espanhola reúne uma poderosa expedição (12.000 homens transportados em 52 navios), sob o comando de D. Fadrique de Toledo Osório. A expedição, conhecida como Jornada dos Vassalos, bloqueia o porto de Salvador, obtendo a rendição neerlandesa. Os reforços neerlandeses não chegaram em tempo hábil a Salvador, retornando ao perceberem que a capital havia sido perdida.
1629 - O Almirante neerlandês Pieter Heyn captura a frota espanhola da prata, o que permitiu à WIC se capitalizar com os recursos necessários a uma nova expedição contra o nordeste do Brasil. Diante dos rumores da preparação de uma nova expedição neerlandesa para o Brasil, a Coroa espanhola envia Matias de Albuquerque para o Brasil, com a função de preparar a sua defesa.
1630 - nova força de assalto da WIC, transportada por 56 navios, sob o comando de Diederik van Waerdenburgh e Henderick Lonck, conquista Olinda e Recife, na Capitania de Pernambuco. Sem recursos para a resistência, Matias de Albuquerque retira a população civil e os defensores, e incendeia os armazéns do porto de Recife, evitando que o açúcar ali aguardando o embarque para o reino caísse em mãos do invasor. Imediatamente organiza a resistência, a partir do Arraial (velho) do Bom Jesus.
1632 - Domingos Fernandes Calabar, conhecedor das estratégias e recursos portugueses, passa para as hostes invasoras, a quem informa os pontos fracos da defesa na região nordeste do Brasil. Atribui-se a essa deserção a queda do Arraial (velho) do Bom Jesus (1635), permitindo às forças neerlandesas estenderem o seu domínio desde a Capitania do Rio Grande até a da Paraíba (1634).
1634 - Em retirada para a Capitania da Bahia, Matias de Albuquerque derrota os neerlandeses em Porto Calvo e, capturando Calabar, julga-o sumariamente por traição e executa-o.
1635 - Forças holandesas, comandadas pelo coronel polonês Crestofle d'Artischau Arciszewski, capturam o Arraial do Bom Jesus, após um longo assédio. Quase ao mesmo tempo outra força, comandada pelo coronel Sigismundo von Schkoppe, cercava e capturava o Forte de Nazaré, no Cabo de Santo Agostinho.
1637 - A administração dos interesses da WIC no nordeste do Brasil é confiada ao Conde João Maurício de Nassau Siegen, que expande a conquista até Sergipe (a sul).
1638 - Maurício de Nassau desembarca na Bahia, mas não consegue capturar Salvador.
1640 - Com a Restauração portuguesa, Portugal assinou uma trégua de dez anos com a Holanda. Nassau conquista os centros fornecedores de escravos africanos de São Tomé e Príncipe e de Angola.
1644 - Suspeito de improbidade administrativa, Nassau é chamado de volta aos Holanda pela WIC.
1645 - Descontente com a nova administração enviada pela WIC, eclode a chamada Insurreição Pernambucana ou Guerra da Luz Divina.
1648-1649 - Batalhas dos Guararapes, vencidas pelos luso-brasileiros.
1654 - Assinatura da Capitulação do Campo do Taborda, em frente ao Forte das Cinco Pontas, no Recife. Os neerlandeses deixam o Brasil.

 

 

 


 
 
 
 


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