Teresina é a única capital do Nordeste que
não possui litoral. Mas o mar negado à cidade
foi compensado pela natureza com dois rios generosos que
a banham: o Parnaíba e o Poty. Por essa característica,
há quem chame a capital piauiense de Mesopotâmia
do Nordeste. A presença dos rios é marcante
na vida dos teresinenses. A origem da cidade está
ligada ao rio Poty, que deu nome à Vila Nova do Poty,
depois denominada Teresina, em homenagem à Imperatriz
Teresa Cristina, mulher de Dom Pedro II.
Diz a lenda que o pescador Crispim chegou em casa cansado
e chateado porque não tinha conseguido fisgar um
só peixe. A mãe o aguardava para o almoço,
mas o cardápio servido, uma ossada de boi, não
agradou o filho e, este, arremessou o osso contra a própria
mãe. Chorando, a velhinha rogou-lhe uma praga: a
partir daquele dia, ele se transformaria num monstro de
cabeça grande, e passaria a viver nas águas
do Parnaíba, até conseguir engolir sete Marias
virgens. Até hoje, o Cabeça de Cuia mergulha
no rio à procura de suas Marias, alimentando ainda
mais as estórias de pescador que são contadas
por ali.
Além das águas, o verde é outro elemento
natural que caracteriza a cidade, a tal ponto que fez com
que o poeta Coelho Neto a batizasse carinhosamente de “Cidade
Verde”.
A denominação tem sua razão
de ser. Teresina é cercada por praças e parques
arborizados com grande variedade de espécies. As
plantas ajudam a amenizar o clima quente de uma cidade onde
é sempre verão, embora haja uma estação
chuvosa bem definida entre dezembro e abril. Mesmo com as
chuvas, porém, há um calor constante aquecendo
as ruas e o coração de um povo que é,
acima de tudo, hospitaleiro.
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